4 erros que não se deve cometer ao preparar o chá

O que você vai encontrar neste artigo

ERRO NÚMERO 1: Escolher mal o chá

O erro mais comum na hora de preparar o chá é escolher o chá não apropriado para o momento.

Cada chá tem diferentes características que o fazem mais apropriado para um determinado momento ou situação.

Por exemplo, antes de ir dormir não queremos beber um chá com altos níveis de cafeína como poderia ser um chá preto ou um puerh cozido, porque isso poderia gerar um leve estado de excitação e prejudicar nosso sono.

Pelo contrário, antes de dormir queremos escolher um chá com baixa quantidade de cafeína para poder aproveitar do estado suave de relaxamento que nos oferece a infusão de Camellia sinensis, como quando preparamos um delicioso oolong torrado.

Também, quando oferecemos chá a uma pessoa querida, devemos pensar em seu gosto pessoal, não no nosso próprio.

É muito comum que nós, mulheres, gostemos dos chás com baunilha, especiarias, frutas, mas geralmente não são os favoritos dos homens.

Então, na hora de oferecer um chá ao seu pai, seu filho, seu marido, seu amigo… não pense em si mesma, pense que, no geral, os homens apreciam mais os chás menos “adornados”, inclinando-se em geral pelos chás pretos e verdes sem nenhum ingrediente agregado.

Escolher adequadamente o chá é fundamental para poder aproveitar melhor!

ERRO NÚMERO 2: infusionar as ervas em água fervente.

O sabor do chá deve-se a muitos fatores. Um deles é a forma de preparação do chá, na qual se inclui a temperatura da água em contato com as ervas.

Se comparamos a preparação de um mesmo chá infusionado com água da mesma qualidade em diferentes temperaturas, vemos como nossa infusão se expressa de uma maneira totalmente diferente.

Ao preparar o chá com água na temperatura adequada conseguimos equilibrar suas características e extrair seu sabor de forma amável. Desta maneira, conseguimos a melhor expressão de nosso chá, seja qual for a variedade.

Ao contrário, se preparamos o mesmo chá com água fervente, vamos forçar a extração de substâncias químicas presentes nas folhas de chá que, ao preparar com a temperatura adequada, não seriam extraídas ou estariam presentes em quantidades inferiores.

É o caso das catequinas, substâncias antioxidantes do chá que lhe dão sabor amargo. As catequinas são extraídas muito mais rapidamente e em maior quantidade em temperaturas muito altas da água, razão pela qual se utilizamos água fervendo para preparar o chá, este se tornará muito amargo gerando uma sensação desagradável ao paladar.

A mesma experiência, porém, utilizando uma temperatura de água mais baixa, irá extrair uma menor quantidade de catequinas (ainda assim será uma alta concentração desses compostos antioxidantes, com os quais obtemos os benefícios para a saúde) mas não irá gerar tanto gosto amargo.

ERRO NÚMERO 3: Deixar as ervas em contato com a água por mais tempo que o necessário.

Esse erro é muito comum e tem uma causa similar ao caso anterior: quanto mais tempo deixamos as folhas de chá em contato com a água, maiores quantidades de substâncias passam ao licor.

Ao preparar o chá não queremos extrair toooodo o conteúdo das folhas. Queremos o equilíbrio entre os compostos aromáticos e o sabor, entre textura e saturação, entre complexidade na boca e o excesso de extração.

Para não cometer erros na hora de preparar o chá ao estilo ocidental, recomendo utilizar os seguintes intervalos de tempo e temperatura da água:

  • Chá branco: 75° a 85° C – 3 a 5 minutos
  • Chá verde e amarelo: 70° a 80°C – 1 a 2 minutos
  • Chá azul (oolong): 75 °- 95°C – 5 minutos
  • Chá preto: 75 ° – 90 ° C – 3 a 4 minutos
  • Puerh: 95°C – 5 minutos

ERRO NÚMERO 4: Deixar as folhas soltas no bule

Esse é um dos erros mais comuns que vemos.

Em alguns salões de chá preparam o chá solto (as folhas soltas) dentro do bule. Algumas vezes ao menos indicam a você o tempo necessário para a infusão, mas em seguida oferecem para servir o chá sem oferecer os utensílios necessários para prepará-lo adequadamente.

As folhas soltas infusionam livremente dentro do bule, que em geral contém um volume maior do que uma xícara.

Geralmente, ao servir uma xícara, resta água dentro do bule em contato com as folhas. Depois de alguns minutos, quando queremos nos servir da segunda xícara de chá, o licor (o líquido que se forma ao infusionar as folhas de chá na água) está muito amargo e adstringente. Possui um sabor que não queremos.

Muitas vezes, devido a isso, as pessoas se veem obrigadas a adicionar açúcar e/ou leite ao chá para poder bebê-lo, diminuindo as propriedades naturais do chá ao agregar esses ingredientes.

Com o passar do tempo, o chá se torna muito amargo e adstringente porque enquanto o chá permanecer em contato com o líquido, a água seguirá extraindo as substâncias solúveis que estão nas folhas.

Para preparar corretamente o chá, buscamos qual parte dos compostos solúveis das folhas (os que não queremos extrair) irão permanecer dentro das folhas do chá enquanto outra parte (a que contém o sabor, o aroma, a textura etc.) efetivamente passarão para a xícara para que possamos delas desfrutar.

Conseguimos isso controlando o tempo de infusão.

Para evitar esse erro é necessário utilizar um infusor: o instrumento que permite separar as folhas da água no momento em que consideramos adequado para uma correta infusão e, dessa forma, controlar de forma efetiva o tempo em que as folhas do chá permanecem em contato com a água.

De que maneira você prepara o seu chá? Conte-nos em nossa página do Facebook ou do instagram.

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Sobre mim

Victoria Bisogno

Sou Victoria Bisogno, fundadora do El Club del Té e criadora da Técnica de Análise Sensorial de Chá, a primeira metodologia com fundamento científico focado na análise sensorial do chá.

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